Amazônia 1 já está em órbita e fará o monitoramento do desmatamento

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O Amazônia 1, o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, já está em órbita.

Ele foi lançado esta madrugada (vídeo abaixo) e, em apenas 17 minutos alcançou o destino, a 752 quilômetros de altitude da superfície da Terra. O lançamento foi feito a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na cidade de Sriharikota, na província de Andhra Pradesh, na Índia.

O Amazônia 1 vai monitorar o desmatamento na Amazônia, a agricultura nacional, a região costeira do Brasil, os reservatórios de água e de florestas (naturais e cultivadas) e poderá ser usado para identificar possíveis desastres ambientais.

Ele vai gerar imagens do planeta a cada 5 dias e poderá fornecer dados de um ponto específico em 2 dias. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o satélite vai ajudar na fiscalização de áreas que estejam sendo desmatadas e na captura de imagens onde haja maior ocorrência de nuvens.

 

Tecnologia

O lançamento marcou dois avanços tecnológicos do país: o domínio completo do ciclo de desenvolvimento de um satélite – conhecimento dominado por apenas vinte países no mundo – e a validação de voo da Plataforma Multimissão (PMM), que funciona como um sistema adaptável modular que pode ser configurado de diversas maneiras para cumprir diferentes objetivos, disse Mônica Rocha, diretora substituta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Este momento representa o ápice desse esforço [de desenvolvimento do projeto], feito por tantas pessoas. Esse satélite tem uma missão muito importante para o Brasil. Essa parceria [entre Brasil e Índia] vai crescer muito. Portanto, muito obrigado pelo lindo lançamento, lindo foguete e por todo o esforço. As bandeiras [da índia e do Brasil] representam exatamente o que estamos fazendo aqui hoje: uma relação cada vez mais forte”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes.

“Minhas sinceras congratulações ao time brasileiro por essa conquista. O satélite está em órbita, os painéis solares se abriram e está tudo funcionando muito bem”, afirmou o presidente da ISRO, K. Sivan ao final da operação.

O Amazonia 1 levou 12 anos para ser desenvolvido por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) – órgãos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e teve investimentos calculados em R$ 270 milhões.

O equipamento foi enviado para a Índia, em dezembro do ano passado porque não pôde ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, mundialmente conhecido por sua localização privilegiada. É que o Brasil não tem um foguete capaz de colocar o satélite em órbita.

 

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