Governo Brasileiro presta apoio a brasileiros e ucranianos vítimas do conflito — Português (Brasil)

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que mais de 30 ucranianos já procuraram as representações diplomáticas do Brasil para pedir visto humanitário depois do início dos conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia. Na Polônia, país que está recebendo a maior parte dos refugiados ucranianos, o MRE montou uma força-tarefa, que vem agindo em coordenação com a Embaixada do Brasil em Varsóvia, para que as vítimas do conflito possam recomeçar suas vidas em paz no Brasil.

Desde o início de março, o Governo Brasileiro está concedendo visto temporário e autorização de residência para fins de acolhida humanitária às vítimas do conflito na Ucrânia. O documento pode ser concedido a ucranianos e a apátridas (pessoa que não tem sua nacionalidade reconhecida por nenhum país) que tenham sido afetados ou deslocados pelo conflito armado. O Governo Federal também está facilitando as condições de entrada ao país de refugiados da Ucrânia. A medida segue as regras de excepcionalidade e de temporalidade previstas em normas em relação aos riscos de contaminação e disseminação da Covid-19.

Nesta sexta-feira (18/03), um grupo de 29 refugiados ucranianos chegou ao Brasil em busca de um recomeço. São dez mulheres, dois homens e 17 crianças que receberam o visto humanitário do Governo Brasileiro e foram resgatados por uma rede internacional de missionários cristãos e igrejas brasileiras que vão mantê-los por ao menos um ano. O grupo será levado para as cidades paranaenses de Prudentópolis e Guarapuava, onde existem grandes comunidades de imigrantes ucranianos. 

Operação Repatriação

Na semana passada, dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram até a Polônia para resgatar um grupo de brasileiros e estrangeiros que conseguiram sair da Ucrânia. O grupo resgatado era composto por 43 brasileiros, sendo 12 menores, 19 ucranianos com familiares brasileiros, 3 deles menores de idade, 5 argentinos, sendo um menor e um colombiano. Para o resgate, a FAB utilizou um jato cargueiro modelo KC-390 Millennium e um jato executivo VC-99B Legacy. Os brasileiros saíram da Ucrânia com o auxílio da Embaixada do Brasil em Kiev e do seu escritório de apoio em Lviv. Na Polônia, todos foram recepcionados, alojados e apoiados pela Embaixada em Varsóvia nos preparativos para o embarque.

Na chegada à Base Aérea de Brasília, na quinta-feira (10/03), as famílias foram recepcionadas pelo Presidente Jair Bolsonaro, pela Primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e ministros. O grupo passou, ainda, por cuidados como a realização do teste para Covid-19, além de atualização de vacinas. No total, foram dez vacinados contra a Covid-19, quatro contra a tríplice viral e cinco contra a poliomielite. Todos os tripulantes testaram negativo para a Covid-19.

Além do resgate dos brasileiros, a Operação Repatriação do Governo Federal também levou ajuda humanitária às vítimas da guerra da Ucrânia. Foram 11,6 toneladas de doação humanitária, incluindo purificadores de água, alimentos desidratados de alto teor nutritivo e insumos essenciais e itens médicos.

Medidas emergenciais

Desde o início dos conflitos, em 24 de fevereiro, o Governo Federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores e de suas Embaixadas em Kiev e em outros países do Leste Europeu, já apoiou a saída de mais de 210 brasileiros da Ucrânia. Eles se dirigiram a países fronteiriços, principalmente para a Polônia e Romênia. 

Nos primeiros dias de conflito, a Embaixada do Brasil em Kiev intermediou a disponibilidade de um trem para levar cidadãos brasileiros e latino-americanos da capital para Chernivtsi, no oeste do país.

Em seguida, foram tomadas medidas emergenciais para prestar assistência consular aos brasileiros que permanecem na região. Entre elas estão a abertura de dois postos de atendimento consular nas cidades de Lviv, localizada próxima à fronteira com a Polônia, e em Chisinau, capital da Moldávia. Essa última tem objetivo de facilitar a assistência a brasileiros que buscam a saída da Ucrânia via Romênia.

Já a Embaixada do Brasil na Romênia montou um posto avançado na cidade de Siret, na fronteira com a Ucrânia, para reforçar a acolhida a brasileiros em saída do país vizinho.

Os cidadãos brasileiros na Ucrânia continuam a contar com apoio de funcionários locais da Embaixada em Kiev, bem como das Embaixadas do Brasil na Polônia, na Romênia, na Hungria e na Eslováquia, que seguem operando núcleos de apoio a brasileiros que estejam deixando a Ucrânia.

Nesta semana, o Itamaraty promoveu o transporte de duas famílias, com duas crianças e um cachorro, da Ucrânia para a Polônia. De lá, essas famílias seguem para o Brasil. A comunidade brasileira na Ucrânia, antes do conflito, era estimada em aproximadamente 500 pessoas.

Fonte: Gov.br

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